As TIC e o ensino

As TIC fazem parte do dia a dia da nossa sociedade, pelo que a sua presença na escola não pode e não deve ser descurada.

Assim, e na minha humilde perspetiva julgo ser necessário adotar estratégias para tirar o máximo partido destas ferramentas, situação que não se verifica na generalidade. Usam-se as TIC mas sem se tirar o necessário partido das mesmas.

A utilização das TIC permite muito mais que usar um computador apenas para elaborar um texto, uma apresentação ou fazer umas pesquisas na Internet. Nos últimos tempos têm surgido ferramentas incríveis que colocadas e integradas na formação escolar podem incentivar os alunos, nativos digitais, no uso de ferramentas não só para lazer mas também para a construção da sua própria aprendizagem.

O papel do professor/PB é cada vez mais necessário para elucidar e encaminhar o aluno no sentido correto da aprendizagem. Vivemos num mundo em que a informação circula, se transforma, e nem sempre conseguimos avaliar a sua pertinência e a sua veracidade. É este o papel fundamental das estruturas escolares. O paradigma do ensino deve mudar colocando o aluno no seu centro, em particular as suas necessidades/desejos de aprendizagem, conjugado com o professor como orientador das suas descobertas.

Esta seria, a meu ver, umas versão da escola inclusiva, pois corresponderia às necessidades de cada um, e permitiria um maior desenvolvimento das capacidades inatas de cada um e dos seus interesses.

Atualmente não basta colocar um aluno em frente a um computador/dispositivo eletrónico para que a sua motivação e desejo de aprender esteja presente. É necessário ir ao encontro das necessidades de cada um.

O vídeoLibrary of the future” é um exemplo disso , a colaboração e a modularidade são os pontos fulcrais de toda a aprendizagem. Mais uma vez, o mote da música do António Macedo: Canta, canta amigo canta, está presente no nosso dia a dia “(..) tu sozinho não és nada juntos temos o mundo na mão”.

Em relação às mudanças que considero necessárias correspondem ao posicionamento e importância dada à BE pelas escolas, e a sua interligação com todo o currículo. Não deve ser apenas mais uma estrutura de apoio. O trabalho que tem vindo a ser feito pela RBE tem sido excelente e tem enriquecido imenso os acervos escolares e a dotação das mesmas com tecnologia. Sem este trabalho ainda estaríamos (bibliotecas) a anos luz da realidade atual.
A transposição dos serviços escolares para uma plataforma eletrónica é um segundo passo em toda esta mudança.
É necessário compreender e não esquecer que o tecnológico existente se baseia na realidade, e que os serviços estarem disponíveis online é “apenas a transposição da realidade” com muitas mais vantagens e potencialidades.

 

http://www.schooltube.com/embed/7efa9ae3ee284f668439

Após o visionamento do vídeo anterior, onde encontramos a chamada “Geração Google”, reparamos que o desafio está em:

  •  ir além da disponibilização de dados, mas atuar no sentido de amenizar ao máximo as distorções possíveis no processo de codificação/decodificação dos mesmos
  • transportar para os catálogos a leitura não-linear dos utilizadores
  • romper o isolamento egoísta e efetivamente atuar como disseminador de conhecimentos
  • usar o tempo não para “reinventar a roda”, mas para modernizá-la
  • usar os recursos inteligentemente, agregando valor ao que já foi feito ao invés de refazê-lo
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