Vídeo Ferramentas, Plataformas e Recursos Online – António Moreira

Uma das tarefas para esta unidade era a visualização de vídeos disponibilizados pelo docente. Apenas consegui visualizar o do Dr. A Moreira, disponível também em: https://www.youtube.com/watch?v=tPNLM4dncWQ

Os apontamentos/ideias que retive durante o visionamento do mesmo:

  • Necessidade de aceder e construir conhecimento coletivo
  • Aprendizagem formal e informal – redes de conhecimento colaborativas
  • Os professores devem ter conhecimento das ferramentas disponíveis e promover o seu uso junto dos alunos – queiramos ou não, os alunos recorrem a diversos meios
  • Devemos refletir sobre as potencialidades das ferramentas e da rede colaborativa
  • Tem de haver um envolvimento profundo de todos os intervenientes
  • MOOC – Cursos massivos online
  • OER – Open Educational Resources
  • TPACK – Conhecimento Científico Pedagógico e Tecnológico (metodologia de ensino)
  • Inclusão digital – todos os cidadãos devem ter acesso à aprendizagem
  • Plataformas:
    • Tricider (brainstorming)
    • Mindomo
    • Webnote (notas)
    • Voki
    • Drawit
    • Podomatic (Podcasts)
  • Ensino baseado em mudanças muito rápidas – relatividade
  • Paradigma de ensino implica uma mudança de MENTALIDADE

Este módulo tem-me feito pensar muito nestas questões, e na tentativa de provocar a mudança, como referido pelo professor. Mas tenho-me interrogado muito…Como poderemos fazer a mudança? Nem todas as direções estão disponíveis para aceitar a mudança de metodologia, de responsabilização do aluno pelas suas aprendizagens.

Já estive em escolas complicadas, que o meio de “controlar” o aluno era mantê-lo ocupado o mais possível, não deixar espaço para construção de conhecimento partilhado.

O trabalho colaborativo e em rede foi sempre uma dor de cabeça. Sempre que nas aulas usava o computador, sem programa de vigilância e sem filtros – apenas os da Rede do Ministério – os miúdos faziam tudo, acediam a sites de assuntos que mais lhes interessavam, a sites de jogos e o trabalho que estava a ser proposto ficava de lado ou faziam apenas o mínimo. Será que o problema era a minha forma de propor o trabalho? Será que não era apelativo o suficiente? Quais as características que tornam um trabalho apelativo?

Uma experiência que tentei foi recorrendo ao uso do GoogleClassroom. Propunha um trabalho por semana, com criação de um portfólio (páginas google) com as aprendizagens realizadas, sobre os conceitos trabalhados em sala de aula, trabalho este para ser realizado à posteriori. A grande maioria dos alunos não fez quase nada. Causas apontadas: dificuldades em aceder aos pc’s da escola – regras muito restritas no acesso, mesmo após pedido formal da minha parte; alguns alunos ainda não tinham computador em casa; falta de tempo, porque as outras disciplinas eram mais importantes; pressuposto que ninguém é retido a TIC; …

Como sou mais uma das professoras ambulantes já passei por várias escolas. Uma das quais intervencionada pela Parque Escolar, e equipada com equipamentos “topo de gama”…. mas e a sua utilização? Será que têm sido muito usados? A experiência diz-me que apenas se tira partido das potencialidades dos mesmos em média 30%. E os outros 70%? Porquê estes valores? Na minha ótica é porque exige uma grande organização e que se preparem materiais adequados a esta nova realidade. Mas como nem todas as escolas têm, vou passar um ano a construir novos materiais, novas formas de ensino, e no ano seguinte já não os vou poder utilizar…A falta de colaboração entre os docentes é muita das vezes também um fator de exclusão.

Ou seja, a mudança de mentalidade é uma urgência, mas como promover esta mudança?

Por muito que queiramos sozinhos não conseguimos mudar o mundo….mas podemos fazê-lo dando um passo de cada vez. Só que exige muito esforço pessoal e dedicação, e muitas das vezes ser “mal visto” pelos colegas….

Para além de tudo isto temos: a inexistência de formação gratuita e especializada para o uso e promoção de novas ferramentas pedagógicas; tempo para formação – atualmente a formação é feita no tempo pessoal do docente; a falta de recursos financeiros e outros para a realização das formações, o que acaba por retirar tempo disponível para a família; a formação existente muitas das vezes é apenas para cumprimento das horas de formação exigidas.

A quantidade de trabalho burocrático que é exigido aos professores é megalómano, o que implica ocupação de tempos consideráveis que poderia e deveria ser utilizado para provocar esta mudança tão necessária.

Como podem as escolas inovar se estão “presas” pelas obrigações das políticas educativas, a resultados escolares, e mesmo às exigências dos Encarregados de Educação? Se houver algo fora do comum, ou que exija a obtenção de novos recursos para o seu educando, os Enc. Ed. vêm logo manifestar-se que não podem…que não têm dinheiro… A escola não consegue responder as todas as exigências de equipamentos, conforme a “vontade/necessidade” de cada grupo disciplinar.

Como fazer? Estarei a ver este cenário de forma errada? Será que a minha postura é que está errada?

Por favor ajudem-me a aprender e a consolidar ideias….

 

 

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